quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Análise e tendência da economia Mundial no RCR-Brum

Preocupado com os reflexos ocasionados pela atual crise mundial, o Rotary Clube Recife-Brum realizou na última terça-feira (13), uma reunião pra lá de oportuna. Trouxe ao clube, o economista e especialista - além de companheiro de rotary (RC-Recife), Dr. Josué Souto Maior Mussalém, que palestrou sob o tema: “Cenário Atual da Crise Econômica”.

Como o assunto em questão é muito amplo e complexo, Josué Mussalém tentou explicar de forma mais simples e direta toda situação atual. Para entender o que está acontecendo, o convidado recordou momentos do passado; Deu exemplo da “quebra” da Bolsa de Nova Yorke, que, em 1929, fez um “estrago” grande na economia dos EUA e em boa parte do mundo. “Naquela oportunidade, o Brasil não sentiu perdas significantes, muito pelo contrário porque soube administrar os problemas, saindo mais fortalecido da crise”, disse Mussalém.

E foi baseado em análises feitas, nos fatos históricos, que Mussalém crer que o Brasil sairá mais uma vez fortalecido da atual crise financeira mundial - que segundo ele - deve durar pelo menos um ano. “O Brasil, hoje em dia, não corre grandes riscos, estamos muito bem. No passado, havia o problema da dívida externa, e agora, com o governo Lula, invertemos toda situação e tornamos credores internacionais”, ressaltou. “O Brasil tem reservas financeiras, internas e externas, o que lhe dar mais segurança quanto à crise”, completou.

Falência de empresas de fato interfere na economia, porém, há diferenças de impacto. “Quando uma empresa ‘quebra’ a economia não sente tanto, mas quando um banco ‘quebra’, todo sistema financeiro vai junto. E foi para que o sistema internacional não fosse junto que as fortes economias como da China, Índia e Européia se juntaram aos EUA para tentar resolver esse problema”, explicou Mussalém.

Sobre o contexto, Josué Mussalém falou da expectativa gerada por outros países em torno do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, quanto à crise. “Obama deve ter um papel parecido com o que Franklin Roosevelt (ex-presidente americano, que enfrentou a “Grande Depressão”) teve à época (décadas de 30 e 40) para poder sair da crise sem grandes perdas”. “Mas não devemos ver Obama como o salvador do mundo. Ele não poderá fazer muitas mudanças”, completou.

Não esquecendo da complexidade do assunto, o convidado ainda citou o conflito na Palestina, envolvendo Israel e Gaza em torno dos interesses americanos quanto à localização político-geográfica de Israel, no Oriente Médio (devido ao Petróleo), e aos fatores internos da divisão política na região.

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